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Casamento de Albert Eisntein
Para entender a relação de Einstein com Mileva é necessário aceitar a premissa de que Mileva Maric não era uma cientista brilhante. Era realmente uma mulher cuja capacidade intelectual se destacava relativamente às mulheres da sua época, mas daí a ser brilhante, vai uma grande diferença.
A ideia de que ela poderia ter colaborado na elaboração da teoria da relatividade surgiu logo depois da descoberta, em 1986, de um conjunto de cartas de Einstein, no período em que este tentava conquistá-la. Algumas dessas cartas referiam, quando Einstein falava nos estudos, o "nosso trabalho". A celeuma serviu para alimentar os meios de comunicação social e algumas revistas especializadas da época, mas o equívoco foi pouco tempo depois clarificado.
Mileva Maric. Einstein e Mileva conheceram-se em 1896, quando ambos ingressaram no ETH, juntamente com Marcel Grossman, Louis Kollross, Jakob Ehrat e outros seis caloiros. Concluíram o curso no primeiro semestre de 1900, mas ela chumbou, por duas vezes, nos exames para a obtenção do diploma de professor secundário. Durante a segunda tentativa, em Julho de 1901, ela estava com uma gravidez de três meses (Lieserl, a filha de Einstein cujo destino é desconhecido). Einstein e Mileva Maric ainda no ETH. Deprimida, retorna à casa paterna e abandona o projecto de obtenção do diploma do ETH.
Einstein e Mileva casam-se em Janeiro de 1903. Em Maio de 1904 nasce o primogénito, Hans Albert.
A partir de 1905, à medida que o reconhecimento do trabalho de Einstein vai aumentando, este vai tendo cada vez menos tempo para dedicar à família.
Já em 1909, Mileva escreve para uma amiga em que declara que a fama de Einstein não lhe deixa tempo para a família. O segundo filho, Eduard, nasce em Julho de 1910, quando são evidentes os sinais de desgaste do casamento.
Aos poucos, Mileva torna-se cada vez mais taciturna e descuidada com a aparência. O sonho de amor estava a chegar ao final e a gota de água foi a transferência para Berlim, em 1914, quando supostamente Einstein escreve uma espécie de memorando dirigido a Mileva, no qual estabelece condições incríveis para continuarem juntos. Mileva e os dois filhos regressam a Zurique. Einstein com Mileva e Hans Albert. Einstein leva os três até a estação ferroviária, mas alegadamente terá chorado durante todo o caminho de regresso a casa (Pais, 1994, p.18).
A partida de Mileva e dos filhos libertou Einstein para o trabalho, mas foi com uma grande dificuldade que ele suportou a separação dos filhos. Ao contrário do que se dizia na época, Einstein não se despojou da família. Manteve-se sempre informado das suas necessidades e do crescimento dos filhos através do seu grande amigo, Michele Besso, professor no ETH (Speziali,1979).
Mileva Maric e os filhos de Einstein. Em Dezembro de 1915 informa a família através de Besso da sua intenção de ir até Zurique para se encontrar com os filhos, mas o constante encerramento da fronteira da Alemanha com a Suiça, por causa da primeira guerra mundial, impede a viagem. Em Maio de 1916 fica muito contente pelo facto de o amigo proporcionar momentos de diversão aos seus filhos. A correspondência prossegue, alternando discussões científicas com notícias familiares. Nas cartas de 1916, mostra-se bastante preocupado com o estado de saúde de Mileva, que sofre de uma infecção cerebral. Resolve, momentaneamente, não incomodá-la com a questão do divórcio, que afinal será concedido em 1919. No final, a relação de Einstein e Mileva, que viveram quase uma década de grande paixão, teve um final tão trágico como vulgar.
Embora só tenha formalizado o divórcio em 1919, a Setembro de 1917 Einstein muda-se para a casa da sua prima, Elsa Löwenthal, com quem vive até sua morte, em 20 de Dezembro de 1936. Viúvo aos 57 anos, Einstein permanece nesta condição o resto da sua vida, i.e., até 18 de Abril de 1955. Einstein e Elsa. A sua vida conjugal com Elsa foi conturbada não apenas pelo fracasso do primeiro casamento, mas também pela saúde debilitada de Mileva e do filho Eduard. Mileva, numa constante crise de melancolia, morreu em Zurique, em 1948. Eduard, que herdou do pai os traços faciais e os talentos musicais, herdou da mãe a tendência para a melancolia. Escreveu poesias. Estudou medicina e queria ser psiquiatra. Muito cedo Einstein reconheceu indícios de demência no filho, que veio a falecer no Hospital Psiquiátrico Burgholz, Zurique, em 1965.
Escrito por Escrito por Dudu balão às 14h40
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Sionismo e Pacifismo
Einstein era judeu assumido, apesar de ter sido criado em um lar em que o Judaísmo jamais fora praticado e, posteriormente, simpatizante, do sinismo, Einstein sempre acreditou em Deus.
Sua ligação com o sionismo e o Estado de Israel levou o então ministro David Ben-Gurion, em 1952, a convidá-lo a suceder Chain Weizmann na presidência do Estado Judeu, convite que o físico recusou alegando não estar à altura do cargo.
Anteriormente havia participado ao lado de Weizmann na campanha para arrecadação de fundos para a criação da Universidade Hebraica de Jerusálem.
Einstein conseguiu ser a rara combinação de um gênio que possui um profundo senso de moral e é totalmente indiferente às convensões. Dono de uma personalidade controversa, segundo seus amigos mais próximos, um tanto quanto temperamental principalmente em suas relações pessoais. Einstein foi o símbolo de tudo o que era novo, original e inserto na era modena.
Ao assumir a defesa do sionismo Einstien rompeu com o pacifismo dando ênfase a ameaça que representava para a humanidade o regime nazista.
Pacifismo
Com a chegada de Hitler ao poder Einstein, é obrigado a fugir do país. Vai para os Estados Unidos e genha cidadania norte-americana em 1940. Suas teorias permitem a construção da primeira bomba Atômica. Após as explosões no japão, no final da segunda guerra mundial (1939-1945), defende a fiscalização do uso da energia atômica e luta pelo pacifismo. Diante dos avanços de outros cientistas, acreditou que sua teoria estava errada por pressupor que o Universo é estático. Nos anos 80, pesquisadores provam que as teorias da relatividade são compatíveis com o modelo de universo em expansão
Escrito por Escrito por Dudu balão às 14h01
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